Cidades de Papel – Jhon Green| Resenha

Eu confesso que demorei a ler um livro do Jhon Green, eu sou um sentimental assumido e sempre me apego aos personagens literários, cinematográficos ou televisivos, o que me afastou de seus finais tristes.

Sempre muito curioso com a escrita do João Verde, foi quando revisei a Critica da Bella do filme Cidades de Papel que me enchi de curiosidade para assisti-lo, saindo do cinema me deparei com o livro em umas das minhas livrarias preferidas, então comprei e o inseri na pilha de leitura. Só agora, meses depois, pude lê-lo e o que tenho a dizer que me encantei ainda mais pelo livro e pelo filme, que agora posso avaliar com olhos críticos, foi muito bem adaptado.

Cidades de Papel – para quem não conhece ainda – é um thriler de suspense e drama, conhecemos Quentin, “Q” para os mais íntimos, – Adoro iniciais como apelido desde Gossip Girl, XOXO, aqui é tão legal quanto. – um jovem nerd muito organizado, Q mantém uma paixão por Margo, sua vizinha aventureira. Margo e Q acharam um cadáver quando crianças, a cena digna de traumatizar qualquer criança ascendeu na garota uma paixão por mistérios.

“Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um.” 

E foi já nesse trecho que me vi pegando as engrenagens para devorar a história e em um desses dias que não temos nada a fazer, ou nos permitimos não fazer nada, li o livro todo de uma vez.

A escrita do tio Jhon é sublime, consistente e direta, sem delongas, nunca enrola a contar algo, nunca corre demais para contar algo. A história segue te prendendo e após uma noite de aventuras de Margo e Q nós estamos simplesmente apaixonados pela mente louca da garota, sua vingança planejada passo a passo nos mostra do que ela é capaz, o que não faz menos intrigante o seu sumiço.

A partir disso vemos Q e seus amigos Ben e Radar seguirem as pistas deixadas pela garota para Quentin, depois Lace, amiga de Margo, se junta aos garotos na busca por ela. Recheado de momentos engraçados, outros pesados, alguns outros brilhantes, Jhon consegue dar a seus personagens profundidade o suficiente para que ao final da leitura estejamos simplesmente desolados, me senti órfão deles ao terminar o livro.

Outro ponto positivo a Jhon é o fato de só de ler as muitas menções ao livro “Folhas de Relva” de Walt Whitman estou louco para lê-lo.

Já leu cidades de Papel? Me conte o que achou! 😉

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